deolinda
Projecto de Design de Comunicação V

Para definir o que para mim é uma identidade europeia, olhei para o meu próprio passado. Regressei à casa da minha avó.

“People know what they do; frequently they know why they do what they do; but what they don’t know is what what they do does.”
- Michel Foucault, Madness and Civilization: A History of Insanity in the Age of Reason

Regressei passados 4 anos de sua morte, sendo que o que me restava eram apenas memórias, imagens. Trago estas imagens em registos fotográficos. Recupero a memória desta professora de português e francês que marcou a minha infância, e que, sem eu saber, me introduziu a esta ideia de “Europa” através da sua própria vida. Desde a carta de uma amiga de Toulouse às fotografias de Robert Doisneau e o aprimorado gosto por arte, dos azulejos tradicionais na cozinha às notas de poesia e à extensa bibliografia. Noções que se entranharam em mim, e inevitavelmente se constituem a meu ver como idiossincrasias europeias. Estes registos mostram os vestígios de uma vida, uma vida de amor, de viagem e de poesia. Uma vida Europeia.